Minha história até a aprovação no TCU

Depoimento escrito para o Fórum Concurseiros, no ano de 2013.

Vc acredita no acaso? Eu não; e vou te contar por quê. 

 Formação: Administração – UnB – 2°/2011 Aprovações: Técnico do Banco Central do Brasil - Bacen (2010); Analista de Finanças e Controle do Tesouro Nacional (2012) – Área Econômico Financeira; Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da união - AUFC-TCU. 

Galera, esse depoimento é muito grande. Se resolver encará-lo, tenha um pouquinho de paciência. Também não ligue para a linguagem informal. Vlw! 

 “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito”. Eclesiastes 7:8 

 Acho que tudo começou com minha mudança para Brasília em 2002. Nasci em Santa Catarina, saí de lá com 11 anos de idade para vir para Brasília. Assim que chegamos, lembro que chorei. É muito difícil para uma criança deixar os amigos conhecidos e que estavam na sua vida desde que vc começou a falar. Mas fazer o que? Pais são pais, uai... Comecei a estudar na escola pública e lembro que minha mãe, que era professora lá em SC, tava estudando para passar no concurso de professor do DF. Depois de idas e vindas, concurso suspenso, depois voltou, depois foi anulado, aí fizeram outras provas e um monte de imbróglios, minha mãe foi aprovada. Lembro que ela tinha muita dificuldade com matemática tanto é que é formada em Letras. Fiquei de cara quando ela disse que tinha ido super bem em matemática. Acho que a sementinha dos concursos públicos foi plantada em mim por ela, com essa experiência do concurso de professor do GDF. 

 No meu primeiro ano de estudo em Brasília, uma greve tava rolando. Lembro que ia para a escola e tinha uma ou duas aulas. Estudava a tarde e antes das 15:00 estava em casa. Poxa, eu estudava num estado em que a média da escola pública é 7. Vim para o DF onde a média das escolas públicas é 5. Sempre gostei muito de estudar e ler: Revista Recreio, Gibis, Atlas eram passatempo pra mim. Mas a gente acostuma com as coisas fácil, né? Agora, num lugar onde a média era 5, a cobrança certamente era bem menor. Não precisava me esforçar muito para manter as notas em 9, 9,5. Só fazia os trabalhos, anotava tudo no caderno, tirava boa nota nas provas (que tinham peso de 30% da nota final) e tava tudo garantido. Em todos os bimestres eu ocupava a posição de aluno destaque e achava que tava indo muito bem. Os elogios dos amigos sobem à cabeça. Faz um bem danado pro ego ser chamado de “o mais inteligente da turma” e ser a exceção das estatísticas (“todo mundo foi mal na prova, menos o Jetro, claro”). 

Em SC eu já tinha fama de bom aluno. Acabou que isso virou parte de mim. Meu ego foi inflando. Tirar boas notas e ouvir os elogios decorrentes era bom demais!! Talvez por isso, comecei a me cobrar muito. Se não tirasse a nota mais alta da sala, me cobraria ainda mais. Soma-se a isso o fato de que meus pais subiram na vida por causa dos estudos. Meu pai nasceu no Piauí, numa cidade que até pouco tempo atrás não tinha nem sinal de celular. Foi embora para o RJ e encontrou minha mãe no seminário. Casaram e foram para SC, que foi onde eu e minha irmã nascemos. Eles sempre me incentivaram a estudar e cobraram muito de mim. Se não fosse por eles, não estaria aqui contando esse depoimento. Eu chegava em casa com um 9 e eles me perguntavam o que faltou pro 10. Acho que se eu chegasse com um 10, eles iriam querer de mim um 11! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Efésios 6:1 

 Após o término do ano de 2002, tive oportunidade de estudar inglês. Não queria estudar porque eu teria que deixar novamente os amigos. Teria que me mudar de escola. Meu pai queria porque queria que eu fosse para o outro colégio. Lembro que fiquei com raiva. Vê se pode! Um mlk com 11 anos com raiva do pai pq vai ter que mudar de colégio SÓ PRA (ironia mode: ON) estudar inglês. Meu pai fez diferente do que muitos pais fazem hoje: Não se deixou levar pelo meu choro, disse que ele é a autoridade em casa, que eu ainda não sabia o que era melhor para mim e que, sim, eu iria mudar de colégio para poder estudar inglês. Hoje, entendo que tomar uma decisão com o filho chorando deve partir o coração de qualquer pai. Assim, mudei de colégio e comecei a estudar inglês. Fiz novos amigos, continuei com as boas notas até o final de 2005. Eu tinha acabado de terminar o 1º ano do ensino médio. Minhas férias estavam um tédio. Orei a Deus e pedi a Ele que desse um jeito nas minhas férias. 

 O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta vem do Senhor. Provérbios 16:1 

 No dia seguinte, meu pai disse que iríamos viajar! Nossa, como eu tava contente! Já tinha planejado todas as aventuras que eu ia fazer com meus primos. Preparamos tudo e viajamos. Passou um tempo e o carro quebrou. Não tinha jeito de continuar a viagem. Só deu pra ir pra oficina e remendar o carro pra voltar pra casa. Na hora, senti uma vontade de questionar a Deus. Depois passou. Acho que tudo passa. Mas esses momentos são perigosos para a gente. 

Voltei e fui dormir. Acordei no outro dia e fui para a sala. Meu pai tinha me dito que um colégio tinha ligado pra ele (na época, o melhor colégio de Brasília, hoje não sei como tá) e que eu havia sido selecionado pelas minhas notas na rede pública para fazer uma prova nesse colégio. Se eu passasse, ganharia uma bolsa integral para estudar nesse colégio durante o 2º e o 3º ano. Isso foi numa sexta e a prova seria no sábado. Nem dei muita bola. Só fui fazer a prova no sábado e antes de eu entrar na sala, meu pai me disse: “Ó, é pra passar,hein?”. Aí eu: “Pode deixar, pai!”. É, desse jeito mesmo... Não foi um “Vou tentar” ou um “vou dar o meu melhor”, foi mais ou menos um: “Tá garantido”. 

Assim que entrei na sala, pensei: “Seu idiota, como que vc garante uma coisa pro seu pai se nem sabe se vai conseguir cumprir?”. A prova tava sinistra! Lembro que deixei a parte de matemática todinha em branco (a prova era no estilo Cespe, já que o colégio preparava para o vestibular da UnB). Mas acabou que passei em 18º lugar dos 20 disponíveis e comecei a estudar nesse novo colégio com a bolsa integral. 

 A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Provérbios 16:18 

 Lembrei de quando quis questionar a Deus pq a viagem não tinha dado certo. Engraçado... A gente acha que sabe das coisas, né? Comecei a estudar no meio da High Society brasiliense. A mensalidade do colégio, na época, era 1.200 reais (hoje, deve estar uns 3.000! auhsha). Meus amigos eram acostumados a passar fins de semana na Europa, ter um tênis pra cada dia do mês, andavam com ipods e celulares de última geração e eu nada disso. Sabia que meus pais nunca teriam condições financeiras de me manter lá. Mas se eu não tinha condições financeiras de estar lá, certamente tinha as condições intelectuais. Afinal, esse sempre foi o meu diferencial. Me agarrei nisso e estava pensando que iria ser um dos melhores alunos do colégio em pouco tempo. 

Foi aí que Deus começou a me quebrar. Para manter a bolsa integral até o final do ensino médio, teria que tirar 80% em todas as matérias da escola. Nossa, e era um mundo! O professor de matemática fez uma REVISÃO da geometria do 1º ano. E aquela foi a primeira vez que vi Geometria na vida. Tanta coisa pra aprender e pra estudar. Logo percebi que meus estudos na escola pública não foram suficientes. Teria que tirar o atraso. Ah, mas pra mim era tudo muito fácil. (ironia mode: ON) “Eu sou muito inteligente; com certeza vou dar conta de tudo”. Foi quando recebi a nota da primeira prova de Física: 3,5 de 10. 

 Sem chão, sem ar, sem nada. Fiquei olhando para a prova e me sentindo desesperado. Decepcionei meus amigos que ficaram muito impressionados por eu poder estudar naquele colégio, decepcionei meus pais, além de jogar pelo ralo a oportunidade que Deus tinha praticamente jogado no meu colo. Como que eu iria garantir os 80% em Física se eu praticamente já tinha perdido uns 15% da nota final? Caraca, que melhor aluno do colégio que nada!! Pela primeira vez, me senti sendo apenas mais um no meio da multidão. 

 Então sai o homem à sua obra e ao seu trabalho, até à tarde. Salmos 104:23 

 Foi quando conversei com meus pais. Eles me incentivaram a continuar. Com muito esforço, consegui recuperar a nota de física. Fiz um 2º ano bem meia boca, mas garanti os 80% em todas as matérias. No 3º ano, consegui me adaptar ao colégio definitivamente. Já conseguia melhores notas e física se tornou minha matéria preferida e onde eu tirava as notas maiores. Comecei a figurar como aluno destaque. No meio do 3º ano, tentei vestibular p/ Direito, mas n passei. Aí, me formei e coloquei o PAS para Administração e o Vestibular para Direito. Passei no PAS e comecei a estudar na UnB. 

 O filho sábio atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão. Provérbios 13:1 

 Universidade é aquela, né? Vc vai levando nas coxas até onde der. Fiquei assim, só de boa, até o 3º semestre. Foi quando meu pai falou que queria conversar comigo. Ele me falou que nunca me via estudando e que só me via dormindo. Me deu um puxão de orelha sinistro. Ele me falou que tinha pegado um panfleto de cursinho e que eu devia entrar em um, estudar e passar. Mais por vergonha e por reconhecer que ele tinha razão do que por vontade de fazer concurso, disse pra ele que iria entrar em um cursinho e passar. 

Me matriculei no cursinho presencial pacotão 3 em 1. Antes disso, tinha feito um concurso pro TJDFT em 2008 e ficado em 3000 e porrada pra Téc. Adm. Bom, novamente, meu ego começou a querer aparecer. “Poxa, se eu fiquei em 3000 sem estudar nada; agora, no cursinho, passo em 1º!” E aí, foi. Por causa desse tipo de pensamento, ia para o cursinho, prestava atenção, anotava tudo, mas não estudava quando chegava em casa. E aí, nessa época, apareceu um monte de concurso para os ministérios. Um monte mesmo. Praticamente todo final de semana tinha um. Fiz TODOS. Mas como não estudava, não passei em NENHUM. Mas continuava naquela de achar que passaria. Ou ficava esperando o milagre. Engraçado, a gente NÃO ESTUDA antes da prova e depois da prova fica orando 15 horas por dia querendo que Deus faça o milagre! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Esses seres humanos... Deus deve rir muito com a gente. 

 Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5:7 

 Foi então que saiu a autorização do Bacen em 2009! Quando olhei o salário, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi um Honda Civic. Esse concurso, eu iria levar a sério. Mas foi então que percebi que não sabia como estudar, como resolver questões nem nada. E agora, José? “Deus, como que eu vou fazer pra estudar?” 

 O semestre na UnB tava terminando e fui fazer um trabalho na casa de um amigo. Ele me deu DE PRESENTE um livro sobre COMO ESTUDAR PRA CONCURSO! (Eita, Deus cabuloso!). Cara, foi o melhor livro de concurso que eu já li na vida. Quem escreveu foi um cara que é Delegado da PCDF aqui em Brasília. Infelizmente, não lembro o nome do livro, nem a editora. Só lembro que pesquisei na internet na época e já em 2009 a edição tava esgotada. Na contracapa desse livro estava o nome de uma pessoa que já o tinha usado, passado no seu concurso e dado o livro para alguém. Eu ainda nem tinha passado, mas escrevi embaixo do nome dessa pessoa: “Jetrocm– Técnico do Bacen. Espero que esse livro seja de grande valia para você”. Comentei com minha namorada sobre esse livro e emprestei pra ela. Só que ela perdeu o livro em Taguatinga Centro. Espero que alguém que estivesse necessitando tenha encontrado esse livro. E que tenha também passado no seu concurso. E que também tenha tido a oportunidade de assinar seu nome na contracapa e passar para alguém que esteja necessitando, assim como foi comigo. 

 Como me lembrava de quase tudo do livro, comecei a por em prática as dicas dele. Só que nos fins de semana eu participaria de um projeto missionário. Eu não estaria em casa e não poderia estudar. E ainda tinha o semestre da UnB! Comecei a ficar ansioso, mas minha namorada me deu um puxão de orelha e falou: “Amor, nós estamos nesse projeto missionário juntos. Vamos dar o nosso melhor, ajudar as pessoas, realizar a obra de Deus. Sei que vc tem que estudar, mas também sei quem é o nosso Deus e sei que Ele pode te dar esse trabalho no BACEN, mesmo que vc tenha que deixar de estudar enquanto estivermos no projeto.” Depois disso, desencanei. Mergulhei de cabeça no projeto e fiz coisas maravilhosas, lá. 

Durante um dos finais de semana nesse projeto, aconteceu algo que me marcou para sempre. Nós estávamos na Cidade Estrutural e fomos chamados para ir à casa de uma mulher. O filho dela estava devendo 20 reais ao traficante da área e um garoto de 12 (!) anos, a mando do traficante, assassinou o filho dela com dois tiros. Essa senhora pegou o filho nos braços e o assistiu morrer sem poder fazer nada. A ambulância só chegou muito tempo depois. Prestamos assistência a essa senhora e seus parentes. Me peguei pensando: “ Caraca, somos muito egoístas. Pensamos sempre na gente. Tem muitas pessoas que precisam de nós. Gastamos dinheiro com tanta bobagem, mas não damos um real para aqueles que realmente necessitam. As vezes só parar pra ouvir já é suficiente e nem isso queremos fazer, afinal, estamos sempre ocupados e na correria.” Eu costumava me perguntar por que Deus não faz algo para parar com esse sofrimento. Por que ele não ajuda essas pessoas. Mas sei lá, será que Ele não faz essas mesmas perguntas pra gente? 

 Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do Senhor vem a vitória. Provérbios 21:31 

Passado o projeto, faltava terminar o semestre na UnB. Comecei tbm a voltar a minha mente para o concurso. Conversei com meus pais sobre isso e pra minha surpresa, meu pai não curtiu muito a idéia. Ele entendia meu lado, mas disse que minha prioridade era a UnB. Nem discuti com ele nem nada. Só falei: “Tá bom, pai” e orei a Deus: “Deus, se vc estiver nesse negócio, mude o coração do meu pai”. Deu nem dois dias e meu pai me procurou dizendo que tinha pensado melhor e que iria bancar o meu cursinho. 

O cursinho ainda iria demorar e eu ainda tinha as provas finais na UnB. Passadas as provas, eu estava em uma reunião do Núcleo de Vida Cristã e estávamos cantando “Algo novo sempre acontece”. Estávamos cantando a parte que diz: “as muralhas não resistirão” e eu pensei no Bacen. 

No domingo anterior, tinha saído uma reportagem sobre o concurso do Bacen no Fantástico. A concorrência explodiu. Foram 142.675 candidatos inscritos para 67 vagas (descontando os PNE’s). Mais de 1900 candidatos por vaga. Eu tinha que admitir: estava com medo. Tudo isso me passou pela cabeça em um instante, durante a música. Foi quando Deus me falou: “Vou te colocar lá, filho. Vou te colocar lá. Confie, confie”. Desabei a chorar na frente de todo mundo. 

Estudei durante aproximadamente 1,5 mês após o edital. Estudava de 09:00 até 12:00. Parava pra almoçar e ver The Big Bang Theory. Voltava as 14:00 e levava até 18:00. Aí, tomava banho e ia pro cursinho. A aula começava 19:30 e ia até 22:45. Pegava o ônibus e chegava em casa 23:30, via o Leitura Dinâmica (Atualidades na prova) e ia dormir pra voltar tudo no outro dia. Meus pais viajaram e eu fiquei em casa nessa rotina aí. Como a prova era da Cesgranrio, geral tava achando que ia ser fácil. A banca veio foi de voadora com as duas pernas pra cima de todo mundo. E muita gente não conseguiu fazer a prova toda. Notei que tinha passado uma questão de Raciocínio Lógico errado pro cartão. Saiu o resultado. Das 67 vagas, tirando os PNE’s, eu estava em 88º. 

A gente diz que “não passei por uma”, mas é claro que tem as OUTRAS que nós erramos. Mas dessa vez foi diferente. Eu SABIA a questão, eu FIZ a questão, eu ACERTEI a questão, mas marquei errado. E se eu tivesse passado certo essa questão de RL pro cartão, estaria nas vagas... “Uai, Deus, vc não disse que eu ia passar?” É claro que eu tava esperando o resultado dentro das vagas. E por causa da bendita da questão de RL... Mas eu esqueci da segunda coisa que Deus me falou: “Confie,confie.” 

 Aqui, eu tinha estudado somente com o cursinho presencial (alguns professores muito bons!) e aquelas apostilas de banca. Me virei nos 30 na prova pq eu tinha a base da UnB. Diversas questões, principalmente de Recursos Humanos, não estavam na apostila. Hoje, entendo o valor de bons materiais. Se eu estivesse estudado por bons materiais, das duas uma: 

 - Ou eu teria conseguido o mesmo resultado com menos esforço; 
- Ou eu teria conseguido um resultado melhor com o mesmo esforço. 

 Fiz o CF e subi mais algumas posições por causa das desistências e até de uma menina que não sabia que tinha que fazer matrícula no CF. O pessoal tomou posse quase em setembro de 2010. Eu era o próximo da fila, mas a Dilma assumiu e mandou suspender as parada tudo. Tomei posse só em 2011. Fiz o concurso do MPU no caminho, mas tava preocupado demais com o Bacen. Quer saber de uma coisa? Deus permitiu que eu errasse a questão de RL. Percebi que se tivesse tomado posse com a primeira turma, não teria dado conta de terminar a UnB. Quando eu tomei posse, só faltavam algumas matérias e mesmo assim foi difícil, imagina se eu tivesse um semestre cheio de matérias e ainda trabalhando? Não ia dar conta mesmo. Obrigado por ter permitido que eu errasse aquela questão, Senhor. 

Em todo trabalho há proveito, mas ficar só em palavras leva à pobreza. Provérbios 14:23 

Voltando alguns meses no tempo, meu primeiro contato com o FC, Ponto e Livros pra concurso foi durante o concurso para a SEFAZ/DF. Pessoal sabe que enrolação foi esse concurso. Comprei uns 6 livros pra ele, mas o concurso nem aconteceu. Aí, veio o TCU 2011! 

Me apaixonei pelo controle externo, mas tava enrolado com o TCC sobre finanças na UnB e nem estudei muito. É claro que vc fica esperando alguma coisa,né? O milagre! Kkkkkkkkkkkkkkkk 

 Mas fui num jantar com o William Douglas e nunca esqueci algo que ele falou: “Deus não vai te dar um cargo público só porque vc é filho d’Ele. Sabe por quê? Porque Ele é CONTRA o nepotismo! Se vc quiser um cargo público, vai ter que ralar pra merecer.” Nunca esqueci essa parada aí. 

 No final de 2011, UnB no bolso, fiz uma das maiores besteiras da minha vida. Saíram de uma tacada só vários editais: TSE, Senado e TCDF. O problema foi que eu quis levar os 3 duma vez. E não peguei nenhum, claro. Tava em 25° pro TSE (Analista), mas tinha prova de Títulos e, como todo mundo em Brasília tem pós-graduação, caí para 171°. Sem chance. No Senado, errei uma questão que falava sobre a diferença entre concorrência e tomada de preços. O camarada querer ser Analista do Senado e não saber nem essa diferença, tá difícil, né não? 

Acabou que fiquei em 151°. Mto longe das vagas. Algumas pessoas falam que dá. Tem alguns argumentos a favor, muitos contrários, mas não sei. Acho difícil. Só se por algum motivo ESPECÍFICO Deus me quiser lá. Caso contrário, não rola. Ah, hoje eu sei a diferença entre concorrência e tomada de preços! Asuhsauhasuhashasuhasuhasuh 

 Não importava pra qual concurso eu estudasse desde que de fato eu ESTUDASSE pra um concurso. Se eu tivesse escolhido Senado e estudado pra ele talvez pudesse ter ido melhor. Ou o TCDF, ou o TSE. Independente de qual fosse o escolhido, eu teria que estudar pra ele especificamente. Foco em um concurso, galera. Sempre. Esses concursos passaram, eu não tinha estudado pra nenhum, não passei. Saiu a CGU, mas tbm não levei a sério e não passei. 

Teve um concurso pra ATMP da Câmara que eu passei da fase objetiva, mas bombei no parecer de 120 linhas. Fiquei até contente pq, vendo o espelho de resposta, eu sabia tudo que eles cobraram, mas como não coloquei na redação, fui eliminado. Tipo, o TCU julga as contas regulares, regulares com ressalva ou irregulares, aí eu só colocava que o TCU tinha competência p/ julgar as contas... 

 Aí, saiu a autorização pra RFB! Não dormi a noite pensando se dava pra fazer o concurso. Teria que revisar os estudos da SEFAZ/DF e aprender algumas matérias. O problema seria o local de lotação. Conversei com minha namorada e ela disse que, se eu passasse, nós poderíamos casar e ir. Ah, véi! Com uma mulher que aceita ir comigo até pro fim do mundo, como não fazer esse concurso? A noite veio e também não dormi. De manhã, resolvi que não faria RFB. Ficaria focado para o TCU. E assim foi. 

Saiu o concurso de TEFC-TCU e pensei: “É minha chance!”. Levei o concurso mais a sério, mas não foi que nem o BACEN. Também não passei. Pensei: “Se eu não passo nem pra Técnico, como vou passar pra Auditor?” Chorei muito esse dia. Na verdade, chorei durante 3 dias. Mas eu teria que sacudir a poeira. Veio o concurso de ATL da Câmara e eu até tirei férias pra estudar, mas eu tava sem férias DE DESCANSO desde 2010 e aí fiquei dormindo o dia todo! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Fiquei 2012 inteirinho só nas palavras, sem “trabalho”. Gastando dinheiro com livros e cursos, mas sem estudá-los. Esse é o tipo de investimento burro. Que não tem retorno algum. E ainda ficava grilado quando via o resultado. Ficava pra baixo mesmo. Mas eu também achava que meu método de estudo tava certo. Nem me preocupava em mudar de forma. Foi aí que um cara do meu Departamento aqui no BACEN passou na CGU. Ele tinha sido o 1° colocado no concurso do BACEN e agora tinha passado pra um concurso top (Ele é o Bobnelson aqui do FC). Foi aí que tive que quebrar meu espírito altivo e orgulhoso mais uma vez. Colei nesse bicho, perguntei como ele tinha estudado, comprei o livro do Meirelles que ele indicou e comecei a aprender a estudar de verdade. Revi TODOS os meus métodos de estudo. 

A primeira coisa que eu fiz foi pegar todas as provas que eu fiz desde o TCU 2011 e colocar tudo numa planilha. Indicando quantas questões eu fiz, quantas errei e quanto faltou pra nota de corte. Descobri que poderia ter sido aprovado no TCU 2011 se tivesse feito para o Maranhão e não para Brasília. Que faltou acertar mais 4 itens no TCDF para ter a redação corrigida, que faltou 1 (!!) item pra eu ter a redação corrigida no TEFC-TCU e que fiquei de fora no ATL da Câmara por causa de Português!! Descobri que as provas em que eu ia bem em Português tinha um resultado excepcional, mas nas que eu deixava Português de lado ou eu era eliminado ou eu ficava muito longe das vagas. O que eu teria que fazer, então? Ora, estudar Português! 

 Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão. Provérbios 20:13 

 Aí, saiu a autorização para a STN. Minha intenção era focar na área Contábil, mais próxima ao TCU, e ser aprovado dentro das vagas, estudando Português, claro. Identifiquei que a matéria do último edital que eu menos tinha base era Contabilidade Geral. Aí, fiz um ciclo deixando bastante tempo p/ Contabilidade Geral. Eu tinha que tirar o atraso nessa matéria. Pois assim que o edital saísse, eu tinha que estar na bala. Só que o edital saiu antes de eu conseguir cumprir 40% do livro do Sérgio Adriano... 

Fui direto para a Área Contábil, eles tinham retirado Contab. Pública e aumentado assustadoramente o peso de Cont. Geral, logo a matéria que eu menos estava preparado. E ainda por cima sem Cont. Públ. e sem AFO ficaria muito distante do TCU... Confesso que fiquei triste quando vi o edital. Dei uma olhada na Área Econômica e resolvi vir pro trabalho e pensar durante o dia se faria pra Economia ou não. Na CGU, eu fiz pra área administrativa, mas deveria ter feito para a Área Geral, pois tinha mais vagas e a área Administrativa é muito parecida com a de Tribunais, aí a galera do Judiciário cai em cima. Além disso, a concorrência para a área Administrativa foi muito superior à concorrência da Área Geral. Aí, você pensa: “Logo no meu concurso vai ser diferente.” Mas lembrei de um post aqui do FC de um cara que analisou a nota de corte dos concursos do ICMS/SP. Separando por P1, P2 e P3, esse cara construiu uma espécie de série estatística do ICMS/SP. Não sei se esse post ainda tá por aqui. Mas eu lembrei desse post pq a conclusão desse cara foi a seguinte: A HISTÓRIA SE REPETE. 

Não deu outra: Fiz p/ Área Econômica esperando que a concorrência fosse menor que a Área Administrativa; fato que se confirmou quando a ESAF publicou as Estatísticas do Concurso. Foi necessário abrir os olhos. Então, foco decidido de Área Econômica. Era hora de botar pra ferver. Fiz o ciclo, tracei as metas. Eu acordava as 07:40, começava a estudar as 08:00 e ia até as 10:30. Aí, tomava banho, ia e voltava para/do trabalho estudando no metrô. Chegava em casa as 21:00, jantava e as 22:00 começava a estudar pra terminar as 00:00. Juntando tudo, conseguia estudar mais ou menos 5h e meia por dia. 

Quem trabalha não tem como perder muito tempo contabilizando horas líquidas. Tem que meter as caras e estudar. Senti muito sono durante esse tempo, mas acabou que me acostumei. Foi necessário deixar de amar o sono e a cama (tem coisa melhor que dormir?). Estudei nesse ritmo forte durante mais ou menos um mês. Só pensava na STN, trocava mensagens com minha namorada falando da STN, o único papo com meus amigos era sobre a STN, chegava em casa e jantava fazendo exercícios pra STN. Nesse tempo, consegui estudar quase todo o edital (faltou só Estatística). Foi alucinante, mas dei conta. Foi aí que algo surpreendente aconteceu. 

 E agora derrama-se em mim a minha alma; os dias da aflição se apoderaram de mim. Jó 30:16  

Eu estava a todo vapor para a STN. Tava tudo dando certo. Eu estava dando o melhor de mim. Estava entendendo todos os tópicos, fazendo trocentos exercícios, aprofundando as leituras e ainda cobri quase todo o edital. Mas depois de um tempo, tudo desandou. Eu não sei o que aconteceu comigo. Mas alguns pensamentos começaram a invadir minha mente. Eu tive uma experiência ruim com algumas pessoas um tempo atrás e essas experiências começaram a habitar minha mente. Cheguei a não querer sair de casa, a ficar com pânico de encontrar essas pessoas na rua. Pegava os livros pra estudar, mas não conseguia me concentrar. Parecia até que eu não tinha o DIREITO de estar estudando. 

 Na antiga Judéia, quando determinada pessoa se encontrava doente, ela era levada pra fora da aldeia para que pudesse ser tratada. Uma situação bastante razoável dada a precariedade do atendimento médico à época. Ouvi uma vez que alguns pastores de ovelhas chegam a quebrar uma pata de uma ovelha doente para que assim essa ovelha possa passar algum tempo com ele e se restabelecer. Da mesma forma desses exemplos, eu tive que sair pra fora da aldeia. Tinha bastante tempo que meu pai não ia ao Piauí. Tirei férias pra poder ir com minha família pra lá. Ficamos por cerca de uma semana. Descansei, tomei muito banho nos poços jorrantes de Cristino Castro. Uma maravilha de semana! Durante a viagem, consegui voltar a estudar um pouquinho e terminar as aulas de Estatística. Voltei da viagem muito melhor, mas ainda tinha resquícios do meu “problema”. Foi aí que decidi conversar com meus pais. Expliquei a situação pra eles e eles oraram comigo. Engraçado, assim que meu pai disse “Amém” todo o peso das últimas semanas foi tirado. Deixei de pensar naquelas coisas, perdi todo o medo e paranóia. E estava pronto para voltar a estudar para a STN. Só tinha um problema: A prova seria dali a duas semanas! 

 Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias. Salmos 31:7 

 Eu teria que fazer um ótimo trabalho de revisão. Assim o fiz. No sábado à noite, fiz uma revisão de Finanças. Poxa, dessa vez, Deus poderia me dizer de novo que eu ia passar, né não? Saasuhass 

 Na dia da prova, acordei cedo e fui fazer a prova. Em todos os concursos, vemos muitos rostos conhecidos lá da UnB. Fiquei meio grilado com os rostos que reconheci como alunos de economia. Mas assim que cheguei na sala, relaxei. A fiscal entregou a prova e eu orei. Pensa numa prova difícil!!! A de manhã tava até razoável, mas a da tarde... Nossa, eu saí da prova com a cabeça pesadona. Não queria nem saber de gabarito nem nada. Eu só queria dormir. 

 Passados uns dias, tinha saído o gabarito e eu tinha feito 75% da prova!! Nossa, que maravilha. Os rankings do FC e do superconcurseiros apontavam a colocação entre o 40° e o 50º. Quando saiu o resultado da objetiva após os recursos, eu estava em 122°!! E ainda por cima, descobri que errei 3 questões de bobeira. Uma de FP, uma de APU e uma de Micro. Como a prova foi muito pesada, não tive saco pra revisar as questões. Mas se tivesse feito, teria 4,5 pontos a mais... Outra dica: Sempre revise as questões e termine de ler todas as alternativas (errei a de APU por isso. Era pra marcar a errada, só que tinhas duas erradas. Marquei a primeira que vi, mas a outra tava mais errada do que a que marquei). 

 O que me colocou na discursiva, não foi a P2 que valia mais ponto. Foi a P1! Em Português, fiz 17/20 (lembra da correlação?), gabaritei Raciocínio Lógico, errei uma de DAD e uma de DCO. Em estatística, fiz 6/8. 8/10 em Finanças Públicas e 8/10 em APU. Na P2, só gabaritei Finanças Privadas (matéria que gosto muitoooo, além da poderosa revisão do sábado que me salvou em 2 questões). Enquanto meus concorrentes fizeram em Macro/Micro uma média de 12,13 de 15 em cada uma dessas matérias, eu fiz 10,11... No gabarito final, foram os pontinhos da P1 que me colocaram dentro das vagas e não as questões hiperponderadas da P2. Se vc puder, estude TODAS as matérias. Tem gente que daria um dedo da mão no resultado final pra ter 1 ponto a mais... É claro que estou me referindo à Área de Controle/Gestão. Na área fiscal, as vezes é inevitável abrir mão de alguma matéria. 

 Ufa, a primeira parte tinha ido! Era só garantir na discursiva. A prova Discursiva seriam 4 redações sobre Economia. Só que eu nunca tinha feito uma discursiva da ESAF (Na verdade, tinha feito a CGU, mas o tema da redação era o mesmo pra todas as áreas). Mandei um e-mail para o Marchezan (tem o depoimento de aprovação dele pra AFRFB aqui no FC) e ele me deu superdicas pra fazer a discursiva. O negócio seria o conteúdo... O pessoal fez um grupo no Google com uma professora pra propor temas da redação e corrigir as dissertações dos alunos. Mas com o tanto de gente que tinha no grupo, ficava impossível a professora dar conta de todas as redações. Aí, preferi estudar sozinho mesmo e ficar no grupo só acompanhando as notícias. 

 Confesso que não tive o mesmo apetite para estudar para a discursiva. Tinha o livro do Mankiw que minha namorada me deu e comprei o livro do Varian. Mas só estudava no metrô. O trabalho apertou e eu chegava em casa muito cansado. Na última semana, peguei uns 30 temas de discursiva de concursos passados e fiz uma proposta de solução pra cada um. A discursiva tava muito tensa. Consegui desenvolver todos os temas, mas ninguém sabia ao certo o que o examinador queria. O jeito era esperar. A média entre os colocados nas vagas para a discursiva foi 93/94... A minha nota foi 84,75. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Que lixo, né, não? sashuasuhasuhasuhasuhuhasuhasuhauhasuh 

 Mas eu ainda assim estava nas vagas. Os recursos não mudaram muita coisa e eu estava dentro. Pelo beiço de uma pulga, mas dentro. Definitivamente. No dia do resultado final, acordei meus pais as 06:20 da manhã me jogando na cama deles. Foi um dia excelente. Não estressei com nada. Minha namorada muito feliz. To desconfiando que ela tá querendo casar... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

 Agora, estamos esperando mais informações sobre o CF. Não sabemos se será adiado ou não. Enquanto isso, continuo meu foco para o TCU. Espero poder editar esse meu depoimento em breve com a minha aprovação para o TCU. Me apaixonei pelas atribuições do órgão e só paro quando chegar lá! 

 Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados. Salmos 84:5 

 Para a posse no Tesouro, faltava o Curso de Formação (CF). Conversando com o pessoal aprovado, estimamos que o curso duraria de um mês a um mês e meio mais ou menos. Acho que, entre os aprovados, a espera pós resultado final e antes do CF é a pior! A gente fica naquela incerteza se vai, se não vai! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

 Voltando um pouquinho no tempo, a autorização para o concurso do TCU saiu no dia 30/04/2013, pouco tempo depois do resultado final das provas objetivas da STN (dia 19/04). Nessa época, eu já estava meio grilado. Sabia que não poderia estudar pro concurso do TCU a partir da autorização porque eu ainda teria as provas discursivas da STN. Além disso, se o edital do TCU demorasse um pouquinho (como aconteceu em 2011), haveria a possibilidade do CF da STN ser bem próximo do concurso do TCU, o que atrapalharia DEMAIS meus estudos para a corte de contas. Mas sei lá, as preocupações mais atrapalham do que ajudam. E outra, nem tudo está no nosso controle. E por que se preocupar com algo que não está no nosso controle? Se independe da gente, não há nada que possamos fazer ou influenciar. 

Resolvi fazer um exercício de fé: Entreguei minhas ansiedades nas mãos Daquele que tem todas as coisas debaixo de sua soberania. Passando as provas discursivas da STN, resolvi tirar um pequeno período de férias. Aproximadamente duas semanas. Em tese, eu deveria adiantar os estudos pro TCU. Comprei alguns livros, mas li um ou dois capítulos de cada um, só. A pressão e a cobrança durante qualquer concurso, como foi o da STN, é muito exaustiva. E a ansiedade só ajuda a fatigar ainda mais. Eu precisava de um tempo p/ descansar um pouco. E assim fiz. Foi mto legal eu ter essas semanas de férias. Não fiz mta coisa. Sabe quando vc quer ficar o dia inteirinho dormindo? hasuhasuhasuhasasuhasuhasuhasuhasuhashuasuhasuhas uhasuhsauhsauhasuh 

 Pois foi isso que eu fiz! Vi tbm vários filmes, alguns no cinema, e baixei um joguinho chamado Layton Brothers no iPad (pensa num jogo difícil! A última fase é terrível! Levei umas 8 horas pra terminar essa fase! Haha!). Me diverti com a menina mais linda do mundo também! Foi mto bacana esse tempo todo. Mas... As férias são boas, só são curtas! 

Voltei ao trabalho e nesse período foi quando saíram os resultados finais da STN e eu escrevi a primeira versão do depoimento. Meus estudos para o TCU ficavam restritos a alguns exercícios de manutenção e a algumas aulas no Cáthedra. O Cáthedra é um cursinho presencial que prepara ESPECIFICAMENTE para o TCU. O dono, professor André Luís, é um dos Min. Substitutos do TCU. A maioria esmagadora dos professores tbm é da Corte de Contas e isso é valiosíssimo, pois muitos dos exemplos são tirados diretamente da prática do Tribunal. Pra vcs terem uma idéia da importância do cursinho, do pessoal das vagas para o TCU em Brasília, 85% (!!!!!) estudaram lá e, considerando o universo dos 56 aprovados pra BSB, 81% fizeram os cursos deles. Vc pode achar a relação completa no site. É só jogar “Cáthedra” no Google que vc acha. Eu fiz só quatro matérias lá: AFO, Contabilidade Geral, Contabilidade Pública e Adm. Pública. 

As aulas de Contabilidade Geral já tinham acabado. Elas tiveram início no começo do ano, mas a tendência era de cada vez mais diminuir o peso de Contabilidade Geral (como foi no TCU 2011) e por isso, nem levei a matéria muito a sério ( o que fez com que eu me arrependesse muito depois que saiu o edital! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk). 

Eu estava tendo aula de AFO e de CPU. Alguns dias depois que eu escrevi meu depoimento, mais precisamente 6, o edital do TCU saiu! Era dia 12/08/2013 e fui direto nos conteúdos. Qual era a grande surpresa? HAHA! Contabilidade Geral com um peso esmagadoramente gigante! Eu olhei pra cima e falei: “Deus, tá de zoa comigo?” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

 Não sei se vc se recorda, mas o peso de Contabilidade Geral pra área contábil na STN foi um dos fatores que me fizeram decidir pela área econômico-financeira. Mas de boa, era o concurso do TCU, era o concurso dos meus sonhos, era a minha chance e eu ia passar por cima da matéria que fosse pra conseguir uma vaga. Nada seria empecilho pra mim. Eu, então, orei a Deus: “Pai, sozinho eu não consigo, não dá. Eu sei que já consegui fechar o edital passado algumas vezes, sei que estou estudando e me esforçando. Mas eu preciso de algo a mais pra passar nesse concurso. Eu preciso que o Senhor me acompanhe. Em nome de Jesus, amém.” 

 Bom, então, meu cenário era esse: Edital do TCU, com prova em 60 dias e aprovado na STN, podendo ser chamado a qualquer momento no CF. Um pouco antes, no início do mês, o Governo Federal tinha decretado o corte orçamentário. O pessoal aprovado na STN estava esperando algum adiamento no cronograma da ESAF. Inicialmente, a ESAF manteve o cronograma; depois, no dia 22/08/2013, alterou o início do CF para 30/09. Aí eu já tinha um problema. Eu já estava com 10 dias de edital do TCU publicado e o curso da STN teria início duas semanas antes da prova do TCU, logo as semanas mais importantes. O CF da STN seria puxado e muito longe da minha casa. Eu levaria um tempo enorme pra me deslocar até a ESAF, voltar pra casa e só então começar a estudar. Mas sei lá, a vontade de sair logo da minha entidade atual era tanta que eu tava até topando perder quase duas semanas de estudo pro TCU só pra sair o mais rápido possível de onde estou. 

E, novamente, minha vontade não estava alinhada à vontade de Deus. O CF foi adiado uma segunda vez, agora com a divisão em 2 turmas, já que o corte orçamentário tinha afetado principalmente o Min. da Fazenda (talvez para que o órgão desse exemplo). Eu fiquei pra 2ª turma, que teria o CF iniciado só em 2014. O cronograma da ESAF já indicava a situação: previsão para 1º semestre de 2014. Isso foi uma grande demonstração do poder de Deus. Mais pra frente eu vou contar a razão, mas já adianto que as duas últimas semanas foram as que eu mais estudei. As contas públicas do país bem ruins, inflação alta, choque de horários e dias entre concursos, corte orçamentário, vontade de sair logo do emprego atual. Tava tudo apontando para um final trágico. Ao mesmo tempo, nada impediu que Deus usasse todas essas circunstâncias pra que eu pudesse estudar pro concurso do TCU. 

 Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado. Êxodo 23:20 

 Desde que saiu o edital, eu já tava me organizando. Refiz minha planilha, levantei os materiais e meti as caras nos livros. Além das matérias novas (Atualidades, Matemática Financeira, Contabilidade Geral, de Custos, Análise das Demonstrações Contábeis, Economia do Setor Público e novos conteúdos em Adm. Pública, CEX e Auditoria Governamental), eu tinha também que manter o conhecimento já adquirido nas outras matérias. E comecei a estudar no mesmo ritmo da STN, horários e tals. 

Fui levando, correndo contra o tempo, pensando em tirar férias perto da prova pra poder dar aquele gás. Quando saiu o edital do Bacen, meu amigo aqui no trabalho pediu férias. O período dele iria se encerrar no dia da prova do Bacen. 30 dias, seguidos. Como a gente já tinha conversado antes, e nossa conversa foi antes do meu edital e do edital dele sair, resolvi manter o compromisso firmado, não voltar atrás com minha palavra, mesmo tendo a preferência sobre ele, já que sou mais antigo. Resolvi, então, tirar férias no meio do tempo mesmo, antes de começar as férias do meu amigo. Não faria a super-ultra-mega-blaster revisão que tinha pensado, mas existem princípios que são inegociáveis. Mesmo com o TCU em jogo. 

 Minha namorada tinha me alertado que o avô dela faria 80 anos em setembro. Ela tinha pedido pra que eu viajasse com ela e a família pra festa de aniversário do avô. Marquei as minhas férias para compatibilizar com a viagem. Perderia um tempo de estudo, mas não acho que 3 dias de estudo valeriam o tempo precioso que passei. E o que aprendi enquanto estive lá. 

 Ficaria mais ou menos o seguinte: As férias começariam na segunda, na quinta nós viajaríamos e voltaríamos só na segunda seguinte. Dessa segunda eu estudaria mais outra semana inteira e metade da outra, voltando ao trabalho na quinta feira. Duas semanas e meia de férias. Durante o período anterior às férias, percebi que teriam alguns tópicos que eu precisaria melhorar: Controle de Constitucionalidade, RICTU. Além deles, teria que dar o gás pra fechar as matérias de contabilidade, ou andar o mais que eu pudesse. Ainda, teria que cobrir algumas normas específicas (Coso 2013 e IN 63, Declaração do México e de Lima e o CPC 00 – R1). Aproveitei então essa primeira semana de férias pra isso: Tirar o atraso nessa matérias. Estudei que nem um maluco, de manhã, de tarde e de noite. Consegui cobrir muita, muita coisa mesmo. Praticamente terminei contabilidade só nessa semana, li todas as normas específicas duas vezes e ainda avancei bastante em Auditoria e Macroeconomia, além de rodar o ciclo de estudos durante as tardes. 

 Quinta chegou e era o dia da viagem. O vôo era quase meia noite. Pegaríamos um avião de Brasília para São Luís e de lá mais uma van. Cinco horas de estrada até chegarmos a Bernardo do Mearim – Maranhão. Levei comigo só as aulas gravadas em áudio de AFO do André do Cáthedra e um livrinho de 1001 questões de Direito Constitucional do Cespe (eu precisava fazer exercícios sobre a ordem financeira e o poder judiciário). 

Cara, a viagem acabou comigo! Assim, fomos chegar em Bernardo já era depois das 07:00 da manhã e eu não tinha conseguido pregar o olho. Pelo menos, ouvi uma aula inteira de AFO do André. Aliás, é ótimo vc estudar AFO durante as madrugadas, sem ter dormido nadinha de nada e depois de um dia exaustivo de estudo, ainda mais quando o assunto é: Estrutura Programática e classificação de receita/despesa públicas. Recomendo a todos! Asuhashuasuhasuhasasuhuhashasuh 

 Cara, a viagem foi sem noção. Foi uma viagem linda demais. O avô da minha namorada fazendo 80 anos, todos os 16 filhos dele lá, vivos e presentes, muitos e muitos netos e até os agregados da família (Quem? Onde?) estavam no culto de ação de graças. Um exemplo de vida o Seu Pedro. Maioria esmagadora sinistrona dos filhos e netos no caminho do Senhor. O culto tinha muita gente, muita gente mesmo! E todo mundo ficou de cara com essas coisas. Seu Pedro contou o segredo: ele tinha um amigo especial. No sábado, foi aniversário da Igreja. Outra festa mto boa que se estendeu até o domingo. Nossa, comi demaaaais! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

 As mensagens foram muito boas e edificaram muito meu coração. Seu Pedro foi o anjo que Deus colocou na minha vida nessa viagem. Aprendi com o exemplo dele que a caminhada c/ Deus eh sempre benéfica, mesmo que o benefício não seja o que nós achamos que é benefício. De volta a Brasília, senti os efeitos da viagem: Tive que tirar a segunda inteira pra dormir e mesmo assim estava com o relógio biológico todo desarrumado. Não consegui estudar muito durante a outra semana de férias. Assim, levei alguns exercícios, alguns capítulos, mas não foi que nem na semana anterior. Demorou um pouco até eu me rearranjar. 

Aí, vc me pergunta: Beleza, Jetro, mas e se vc não tivesse passado no TCU? Teria valido a pena ter viajado e perdido a semana de estudos? E eu respondo: Mesmo que eu n tivesse passado, teria valido a pena,sim. Aprendi coisas para a vida inteira, não só para uma prova. No Domingo, fui à igreja como de costume, e um Irmão me falou: Jetro, vc vai passar no concurso que vc vai fazer. E me falou até a colocação que eu ia passar! Hasuhasuhsuasu Esse irmão é meio “doidinho”, e o pessoal da família dele nem leva ele muito a sério. Eu já penso o contrário, é nesses mesmo que a gente tem que prestar atenção! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 Brincadeiras à parte, quando ele falou isso eu me tremi todo. Senti uma paz, uma tranqüilidade monstra. E pensei: “Seja feito a tua vontade, Senhor”. Mais um anjo que Deus tinha colocado em meu caminho. 

 E sabemos que todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Romanos 8:28

 Bom, a prova tava chegando. Tão logo voltei a trabalhar, mergulhei na rotina habitual e voltei a estudar como antes. Eu fui a uma aula no Cáthedra e a sala tava transbordando de gente. Se vc conhece a aula do André vai saber do que vou falar. Cara, foi uma aula tão sinistra, mas tão sinistra, que me deu vontade de chorar. Ele lembrava de cada detalhe de tudo que tinha detalhe, misturava Direito Constitucional, Administrativo, Economia, Contabilidade Pública, AFO tudo num exemplo só. E eu não lembrava de nada daquilo. Parecia que eu não ia estar preparado nunca pro concurso do TCU... 

 Faltando duas semanas e meia para a prova, meu horário no trabalho mudou. Nossa, agora eu ia ter que entrar cedo (e pegar trânsito), sair cedo (e pegar trânsito) e ficar com mto tempo de almoço. Fazer o quê? Eu fiquei meio desnorteado, tava acostumado a estudar nos horários que tinha planejado e tals e teria que refazer tudo. O menos pior que consegui foi: Começar a estudar as 6 da manhã até as 08:30. Ir para o trabalho, sair para almoçar 12h e voltar as 14:30. 

Quando eu chegava em casa, conseguia estudar mais umas duas horas, antes de cair morto na cama perto das 1 da manhã. Passei as duas últimas semanas assim. Foi alucinante! Mas tbm foi quando consegui fechar quase tudo que eu queria (quase tudo, pq comprei um curso do Ponto de exercícios de Auditoria Governamental do Professor Marcelo Aragão e não deu tempo de passar da aula 2 e nem deu pra ler o livro de Orçamento Público do Giacomoni). 

Fiz exercícios, reli os resumos, terminei o que tava faltando e tals. No sábado à noite, anterior à prova, eu tava no meu quarto dando uma olhada nas fórmulas de contabilidade e meus pais e minha irmã entraram no meu quarto. Nós oramos juntos e pedimos a Deus pela minha aprovação. 

 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Efésios 3:20-21 

 O dia da prova é aquela: vc revê vários rostos conhecidos e fica apreensivo. Vi até um camarada que fez na mesma sala que eu o TEFC 2009, o AUFC 2011 e o TEFC 2012. E, claro, ele iria fazer tbm o AUFC 2013 comigo! Kkkkkkkkkkk Depois que a fiscal entregou a prova, eu orei e relaxei. Lembrei de uma mensagem de natal que eu deixei aqui no FC na sala do TCU em 2012 (talvez vc até ache ela por aqui, ainda). Tinha dito que esperava que o natal e o ano novo de 2012 fossem os últimos em que eu passaria estudando. Foi engraçado lembrar disso logo na primeira parte da prova! Achei a prova supercomplicada na parte da manhã, especialmente Direito Penal, Processual Civil e Civil. E cheguei até começar um tópico aqui entre o intervalo das provas (inclusive, obrigado ao usuário pilotonboard89 que me desejou boa sorte!). 

Mas apesar disso, sabia que tinha ido bem. Mas cometi um erro de principiante. Seguinte, faltou contar quantos itens eu tinha respondido como “certo” e como “errado”. Se tivesse contado, teria percebido que existia uma diferença de mais de 10 errados a mais do que os certos. Como respondi 89 questões, deixando 11 em branco, se tivesse chutado essas 11 todas “certo”, teria aumentado minha nota na P1 de 74 líquido (total de 100) para 85 (sim, os 11 que deixei em branco eram “certo”). Mas beleza, e eu tbm só fui lembrar disso duas semanas depois da prova! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Assim, eu vi a prova e sabia que fui bem. Fiz 16/18 em português (errei só uma e mesmo nessa uma, fui pro pau com o examinador nos recursos, ele não aceitou, mas até hoje eu tenho certeza que não errei a questão. Mas fazer o quê?). 8/10 em inglês (tbm errei uma). Gabaritei Dir. Administrativo e atualidades e errei uma de vacilo em Constitucional (Falava que o CN escolhia membros pro TCU. Sabia que era só o Senado, mas não me atentei pra isso na hora da prova). Me surpreendi com 3 itens errados de Matemática Financeira. Quando fui ver, na pressa de fazer a prova, tinha errado alguns cálculos bestas. Mas de boa. 

 A prova da tarde foi cabreira demais!! Não fui tão bem quanto na P1, mas fui bem tbm. Só dei mole em economia. Errei 4 itens e, desses, 2 foi por falta de atenção. Os outros eu achava que sabia e descobri que tinha viajado, he! Com a minha nota preliminar, o ranking do Ponto tinha me colocado perto da 13ª posição (18 vagas pra Brasília). No simulado que eu fiz no Cáthedra algumas semanas antes, eu tinha ficado em 12º. 

Quando saiu o final das objetivas e provisório das discursiva eu estava em 11º!!!!! Nossa, eu tava no trabalho e soltei um grito na hora! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Mó galera veio aqui me parabenizar e até minha chefe me liberou mais cedo! Fui pra casa era umas 16:00 da tarde. Liguei pra minha mãe e avisei. Pro meu pai, eu fiz um teatrinho. Pedi pra ele ir me buscar lá no metrô. Quando ele chegou, eu entrei no carro bufando! Falei com ele: “Poxa pai, que palhaçada! Você demorou muito!”. Aí, ele, supercalmo, me respondeu: “Uai, vc não tinha avisado que ia chegar mais cedo”. Eu respondi: “Isso é um absurdo, me deixar esperando! Vc sabe com quem vc tá falando?” Nesse momento, o mundo congelou! O sangue do meu pai ferveu de ver aquele mlk que nunca tinha falado com ele daquele jeito sendo um insolente meliante! Olhei a expressão dele e pensei: “Vou morrer!” kkkkkkkkkkkkk Pensei em tudo isso durante uma fração de tempo rapidíssima. Me apeguei ao que tinha pensado e respondi: “Com um auditor do TCU!” HAHA, aí pronto, ele começou a rir e a expressão suavizou. Ele ficou emocionado, e percebi que ele estava contendo as lágrimas. 

 A minha namorada no mesmo dia me chamou pra ir até a casa dela e comemos pizza juntos! Foi mto bacana esse dia e esse momento com ela. Faltavam só os recursos. Geralmente, o resultado do Cespe sai na quarta e na quinta e sexta são os recursos. Eu tava super contente pq sexta, e tbm no sábado, eu estaria em um projeto e não poderia fazer os recursos, só me restando a quinta feira. Aí, me vem o cespe e marca os recursos pra que dias? Sexta e Sábado! Nossa, fiquei de cara! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Aí, ou eu fazia os recursos, ou eu ia ao projeto. Acabou que até fiz os recursos, mas não fiz de casa, tava sem os livros pra embasar. Ficou tudo bem meia boca. Mas isso tudo foi escolha minha. Bom, o resultado disso é que, no resultado final, eu caí duas posições. 

 Eu passei no TCU!!! 

 Em toda a minha vida eu vi Deus me guiando e me orientando. Mesmo nos momentos difíceis que eu citei aqui e em outros tantos que não citei (como quando minha vó morreu) eu via a ajuda Dele. Até nos momentos de dúvida, nos meus questionamentos, quando eu me perguntava se Ele existe realmente ou não, eu sentia um conforto. Descobri que a até dúvida passa. Mesmo quando eu não entendo. Aliás, se entendêssemos Deus completamente Ele não seria Deus! Meu ego hoje está sob controle, pois Ele me ensinou a assim ser. Espero agora dar o melhor de mim no cumprimento do meu dever. Vou também começar a malhar pra perder a barriga que ganhei estudando! Kkkkkkkkkkkkkkkkk É sério, minha namorada não merece sair por aí com um cara barrigudo! No mais, vou levando até o dia em que a 70ª semana chegar, onde me apresentarei em Bema perante o Ancião de Dias. E mostrarei ao Ancião todas as minhas cicatrizes e queimaduras. E onde minha espada será embainhada para sempre, pois não precisarei mais dela. 

 "É como nas grandes histórias, Sr.Frodo. As que realmente tem importância. Repletas de escuridão e perigo. E, as vezes, você não queria saber o fim... porque como podiam ter um final feliz? Como o mundo podia voltar a ser o que era depois que tanto mal aconteceu? Mas, no fim, é só uma coisa passageira, essa sombra. Até a escuridão tem de passar. Um novo dia virá. E quando o sol brilhar, brilhará ainda mais forte. Eram essas histórias que ficavam na lembrança, que significavam algo. Mesmo que você seja pequeno demais para entender por quê. Mas eu acho, Sr. Frodo, que eu entendo, sim. Agora eu sei. As pessoas destas histórias tinham várias oportunidades de voltar atrás, mas não voltaram. Elas seguiam em frente porque tinham no que se agarrar." (J.R.R. Tolkien, meu chará, no seu livro O senhor dos Anéis - As duas torres).” 

 E é por isso que eu não acredito no acaso.
João da Silva
OláEu sou o Jetro Coutinho, auditor do TCU, aprovado com 22 anos de idade, e estou aqui para ajudar concurseiros que tenham como missão de vida serem aprovados no TCU.

Como eu faço isso?

Em minha jornada já ajudei milhares de alunos, que contaram com minhas orientações. O Controle Tectônico é o condensamento de toda a minha experiência e tem um objetivo muito importante: te ajudar a aumentar suas chances de ser aprovado, sua autoconfiança, mudar sua mentalidade e, após a posse, a se tornar um auditor de sucesso.

Jetro Coutinho
Autor do Controle Tectônico